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Fibromialgia – CID 10: M79.7

Se você tem dor no corpo todo, irritabilidade, cansaço inexplicável, dor de cabeça e múltiplos exames que não justificam suas queixas pense: você pode ter FIBROMIALGIA. A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, acima e abaixo da cintura, do lado direito e esquerdo e pelo menos um segmento da coluna, acompanhada pela palpação de múltiplos pontos dolorosos os chamados “tender points”. Se fôssemos resumir, os pacientes queixam de dor no corpo todo. Suas causas ainda não estão completamente elucidadas. Diversos estudos mostram que os sintomas da fibromialgia devem ser decorrentes das alterações nos mecanismos de controle da dor, onde encontramos uma diminuição dos níveis de serotonina (substância analgésica existente em nosso organismo) e um aumento dos níveis de substância P (substância que provoca dor) no sistema nervoso central, em indivíduos geneticamente predispostos; sendo assim, os pacientes portadores de fibromialgia são extremamente “queixosos e doloridos”. Há estudos mostrando uma diminuição da perfusão sanguínea no tálamo e núcleo caudado (importantes regiões do cérebro, envolvidas com a percepção dolorosa). Também encontramos os distúrbios do sono bem como uma piora de suas queixas com o stress emocional. Pelo estado de dor crônica os pacientes tornam-se inativos e, conseqüentemente, descondicionados fisicamente; sendo assim, o seu tratamento jamais pode ser realizado apenas com medicamentos.

Não é transmissível.

O diagnóstico da fibromialgia baseia-se na identificação dos pontos dolorosos. Ainda não existem exames laboratoriais complementares que possam orientá-lo.

A dor, cuja intensidade varia de moderada a severa, é o seu principal sintoma, podendo iniciar-se em uma região do corpo (particularmente nos ombros e pescoço), tornando-se generalizada depois de um certo tempo. Alem da dor persistente, 90% dos pacientes exibem fadiga (um cansaço extremo e inexplicável), distúrbios do sono, caracterizados por sono não reparador (os pacientes reclamam que “dormem, acordam cansados e com dor”), cefaléia (dor de cabeça) de caráter tensional ou do tipo enxaqueca, formigamento nos braços e pernas (muitos pacientes procuram o pronto socorro acreditando que estão tendo um infarto do coração ou derrame cerebral), ranger os dentes, sensibilidade ao frio referindo que suas dores pioram no inverno, tontura, dificuldade de concentração, boca e olhos secos, batedeira no peito, sensação de inchaço no corpo, tensão pré-menstrual e irritabilidade. Os distúrbios do humor são comumente encontrados, particularmente a ansiedade e a depressão. Em 25% dos casos apresentam depressão maior no momento do diagnóstico e 50% história de depressão. Porém é impossível determinar se os fatores psicológicos são primários, concomitantes ou secundários. Algumas pessoas são capazes de identificar fatores que precipitam ou agravam seu quadro doloroso; entre eles: os quadros virais, traumas físicos (acidentes automobilísticos, por exemplo), traumas psíquicos (problemas com filhos, divórcios e outros), mudanças climáticas (especialmente o frio e a umidade), sedentarismo e a ansiedade são os mais relatados. No entanto, o único achado relevante ao exame físico é a presença dos “tender points”. Os exames laboratoriais habitualmente são normais ou não justificam as queixas dos pacientes. Assim sendo, o diagnóstico é clínico e feito por um especialista que conheça a doença. A presença de outras doenças não exclui o diagnóstico de fibromialgia, podendo estar associada ao Lupus Eritematoso Sistêmico, osteoartrose, artrite reumatóide, hérnia de disco, osteoporose entre outras.

O tratamento da fibromialgia tem por objetivo aumentar a analgesia central e periférica, melhorar os distúrbios do sono, minimizar os distúrbios de humor e, assim, melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados. O tratamento divide-se em: 1- farmacológico (com medicamentos). Quando utilizado isoladamente, não apresenta bons resultados. Os antiinflamatórios, quando utilizados isoladamente, apresentam baixa eficácia. Diversas medicações que atuam no Sistema Nervoso Central (especialmente os antidepressivos tricíclicos) apresentam resultados satisfatórios. Vários outros medicamentos podem ser utilizados: os analgésicos, relaxantes musculares, anticonvulsivantes e, em alguns casos, o hormônio do crescimento. 2- não farmacológico É obrigatório e deve-se iniciar por meio da educação do paciente, onde se deve frisar que a fibromialgia trata-se de uma doença real e não imaginária e que não deforma e nem aleija. Os pacientes devem ser orientados a realizar exercícios de alongamento, condicionamento físico e até a musculação, porém de caráter lento e progressivo e sempre supervisionado por um médico. A hidroterapia também pode ser realizada. Pode-se sugerir a psicoterapia, em casos de ansiedade ou depressão extremas. A acupuntura vem sendo bastante utilizada no tratamento de síndromes dolorosas. Outras modalidades podem incluir as técnicas de relaxamento e a eletro-estimulação transcutânea.

Atividade física (alongamento e fortalecimento muscular) Massagem Acupuntura Técnicas de relaxamento Acompanhamento psicológico (se necessário, uso de antidepressivos) Melhorar a qualidade de vida (alimentação, lazer, sono, trabalho, etc.) Uso de medicamentos analgésicos e antiinflamatórios.

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  1. eu tenho fibromialgia, sinto muitas dores, nao durmo bem. faço tratamento com Fluoxetina e Ciclobenzaprina, mas as vezes nao adianta… as dores persistem….. nao faço esporte, nao aguento andar, nao sei o que fazer.

    • Fazia tratamento para 9 hérnias de disco.So vivo em emergência.Meu ortopedista me encaminhou para reumato..Fui é ela diagnosticou fibromialgia, já 2 dias comecei com o tratamento. Sentindo muitas dores…

  2. eu tbm me encaixo nessas queixas nâo tenho vontade de sair choro a toa e as dores sâo insuportavéis o sono é pelas metades faço alongamentos em caasa mesmo ja fiz inùmeras terapias , mas pouco melhourou nâo ando pq a conula esta degenerada pela artrose e hernia de disco… ou seja nâo sei mas oque tomar..

  3. Edileusa Costa e Edna Cristina, eu fui diagnosticada com Fibromialgia há uns dez anos. Sofro de dores terríveis no corpo, tendo como foco principal, minha cervical, mas a dor já se estende por toda a região dorsal (coluna, etc), sem falar nos pontos característicos de dor, ou seja, todo o lado esquerdo do meu corpo (literalmente, da cabeça aos pés). Procurei vários especialistas. Mas hoje sou acompanhada por uma excelente reumatologista, que entende perfeitamente meu sofrimento (físico e psicológico) e sob sua supervisão tomo medicamentos que aliviam sensivelmente as dores e que me ajudam a dormir (tenho insônia crônica e acordo cansada) e me permitem trabalhar “normalmente”. Tenho períodos de crises de dor, quando sou obrigada a pedir afastamento do meu trabalho. Já tentei, por recomendação médica, fazer várias atividades fisioterápicas, mas não consegui. A região da cervical é “implacável” e ultra sensível a todo e qualquer esforço físico, por menor que seja. Para aplacar as crises de dor, geralmente recorro à Quiropraxia, o que ajuda muito! Mas, atenção, procure um profissional reconhecido, pois um profissional pouco preparado pode agravar seu problema. Um excelente quiroprático pode fazer milagres, pois ele conhece bem os pontos de dor e a coluna vertebral, e sabe como distensioná-los. O único problema é que alguns planos de saúde não cobrem essa terapia, o que é lamentável, pois extremamente eficaz em pessoas com Fibromialgia.

  4. Tenho fibromialgia assim como você. Achava que não conseguiria fazer exercícios, vivia cansada, não conseguia andar muito longe, muito menos fazer caminhada. mas tive uma grande melhora ao praticá-los e hoje não consigo viver sem praticar os exercícios, faço musculação e aeróbica por uma hora. Me sinto bem melhor…

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