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Reflexões sobre a exploração da “Terra Brasil” e a apropriação do lugar subjetivo de trabalhador

Autora: Morgana Mengue Saft - Psicóloga Organizacional. Conexão: Desenvolvimento Organizacional. Fone: (51) 9903-4894. E-mail:
morgana@conexaopsi.com.br
Embora penso que posso estar me arriscando num campo minado, cheio de armadilhas e de mal-entendidos, ao ler Hello Brasil – Notas de um psicanalista europeu viajando pelo Brasil, do psicanalista Contardo Calligares (1992) , me atento ao quanto, de fato, cuidamos mal da nossa pátria, provavelmente, porque também não fomos devidamente cuidados por ela. Não ser devidamente cuidado tem a ver com o excesso, tanto, como com a falta! Todavia, se abre um precedente para pensarmos o quão volátil são também as relações de trabalho no Brasil. Trocar de empresa parece um objetivo sempre latente e cada um dos brasileiros, contemplada com a impressão de que é tanto um objetivo quanto é um risco, por estar à mercê do empregador! Falamos nisto adiante.
Sim, é certo que se pensarmos nas relações contemporâneas, vamos cair num lugar comum de busca da plenitude através do outro, sendo este, um mero complemento. Se Narciso é o retrato da atualidade, é porque o pai faltou na hora de fazer o corte constitutivo, necessário para dar passagem a vida como ela é, sem dramas, embora seja trágico! O que fica latejando em mim enquanto faço esta leitura e lembro do filme “Carlota Joaquina Princesa do Brasil”, dirigido por Carla Camurati é que, enquanto país, nascemos de uma sucessão de equívocos e desencontros que parecem, até hoje, reproduzidos em tom de gozação. Gozação de gozar mesmo, de querer o todo, sem ponderar os meios buscados para alcançar o fim, porque o que importa sou eu e a manutenção da ausência da falta. Arrisco: se não foi possível construir significados simbólicos para o ser brasileiro, fica-se buscando na concretude do ter o Brasil, usando-o como coisa! Em cascata, se não dá para ser trabalhador [com dignidade], se usa a empresa como fonte de…!
Acho difícil terminar de ler “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil” ou “O dia em que Getúlio matou Allende” , sem ficar me perguntando se, de fato, não nos concebemos como um povo de passagem, ainda a caminho de uma “Índia” a-descoberta. Sem exaltar aqui, a sugestão de trapaça que ambos as histórias contadas nestes livros, deixam no ar. Na verdade, escancaram! Enganar e fugir do “pai-Napoleão” é diferente de enfrenta-lo e assumir seu lugar, com legitimidade de sucessor.
Se não fosse assim, não exploraríamos o Brasil com tanta despreocupação com o futuro, sem, nem mesmo pretendermos construir e deixar de legado aos que vêm depois, algo que siga sendo frutífero. E como se a paisagem fosse imutável é, nós, parte do retrato que estampa, mas não revela o filme em movimento! Ainda vivemos na lógica patética de o que importa é o aqui-e-agora infinito?
No entendimento de Calligaris (1992), o colono chegou ao Brasil como enganado pelo colonizador. De possível dono de terra, passou a quase-escravo branco, explorado por aquele que veio antes e se intitulou descobridor. Quer dizer, o que era para ser uma possibilidade legítima de assumir uma identidade única e respaldada pela lei, entrava no buraco cavado por uma expectativa de plenitude, na qual a ausência de limites era o que importava. O colono que veio em busca de se constituir finalmente como sujeito com nome e sobrenome patriado, se deparou com um estuprador. Um violento e insaciável explorador da terra imaginada insaciada e ilimitada. Parece que ainda acreditamos que as abundâncias naturais brasileiras são infinitas. Que o rio não seca, que as jazidas de ouro se recomporão, que a Amazônia renascerá por obra divina ou que ela é impenetrável a outros não brasileiros. E que a nossa destruição não causa destruições. O desperdício e o descontrole do uso de recursos das organizações, que tenta se deparar com o controle de programas de qualidade, por exemplo, podem representar no micro, a mesma lógica: “não sei de onde vem, então deve ser inesgotável”.
O retrato da nossa história parece tão sem fundamento que sugere que inventamos guerras e batalhas para justificar o território chamado Brasil. Fazemos piadas do estado brasileiro fronteiriço, que foi trocado por cavalos e, não comentamos muito que a água que utilizamos para gerar energia de uma grande hidrelétrica não é propriamente nossa! Nos livros de história aprendemos que somos corajosos por termos declarado “Independência ou Morte”, mas rimos porque parece que o tal imperador estava com dor de barriga na hora grito. E fica a dúvida em relação à intenção do ato. Somos ou não independentes?
Porque é tão difícil levar este país a sério? Porque acreditamos que só é possível “fazer dinheiro” em outro lugar que não aqui, enquanto ainda servimos de produtores de matéria-prima que vai ter valor agregado “no estrangeiro”. Outra contradição, porque o que sobra no Brasil, vai pro lixo! Ou é tudo muito, ou não presta. Tem algo no Brasil que reforça a idéia de que quem tem muito, não precisa cuidar, pode exagerar na dose, o que acaba criando um status de fartura. Um engano que leva a mediocridade e ao desperdício. Nas organizações? O uso inadequado dos recursos individuais me prol do coletivo, do aproveitamento de soluções de melhorias a partir do que está disponível. Talvez as empresas também se equivoquem quando exageram na economia através da redução copo de cafezinho, mas deixam escapar o controle de processos que acabam custando o dobro por retrabalho ou desperdício de matéria-prima.
Parto destas reflexões, que revelam frustração, para justificar a relação que faço entre a exploração e o destrato dos brasileiros com o Brasil e dos trabalhadores em relação às empresas em que trabalham. Na minha trajetória de consultoria não é incomum ouvir as pessoas se colocando como um aprendiz atual almejando oferecer o conhecimento adquirido na próxima oportunidade de trabalho. Não falo de estagiários, mas sim de graduados, pós-graduados, técnicos. Ou seja, pessoas que tem o que oferecer, aproveitando-se dos recursos que são oferecidos, para transformar. Mas há, me parece, uma idéia de que “a outra empresa” – o estrangeiro – , é sempre o paraíso/a India prometida. De quebra, algumas empresas se valem da exploração e da desconfiança, a segunda justificando a primeira, como forma de não servir de interdito para a protelação da produtividade efetiva dos funcionários. O contrato de trabalho segue tendo cláusulas implícitas que dão mais trabalho psíquico para todos. Quem não consegue simbolizar, sofre na carne. Afinal, o que sobra, não presta!
Não pretendo questionar a validade da experiência prática que nos confirma um trabalho muitas vezes alienante e, exigente além da conta possível de ser paga pelos trabalhadores, através do seu trabalho. A idéia é ventilar a reflexão de que o explorado também tem suas armas de defesa, nem sempre, as mais saudáveis. Da mesma forma que hoje enfrentamos enxurradas em pleno verão e 35º no inverno gaúcho, as pessoas reproduzem o descuido com mal-trato para todos os lados. Hierarquicamente acima – com suas chefias ou empregadores quando protelam sua produção criativa, satisfatória e efetiva. Abaixo, com seus subordinados, quando não oferece continente e não ajuda a crescer, empurrando sempre para frente à necessidade de servir de modelo, à medida que frustra, decepciona, mas ensina, atendendo não a demanda, senão a tarefa de. Ao lado, com seus pares, quando carrega com o que tem de pior, no modelo das relações fraternas, o vínculo com aqueles que poderiam ser parceiros.
Querer crescer, almejar novos postos de trabalho, ser reconhecido como profissional capaz, pode ser uma virtude. Mas a idéia que me passa, eventualmente, é que o desejo fica colocado de fora do sujeito, como um mandato que precisa ser cumprido, seguindo a lógica alienada e projetada de alguém que não alcançou sonhos primeiros. Acaba por delegar e invejar conquistas na mesma intensidade, porque a plenitude é que está em questão, como se a decepção não fosse também constitutiva, quando adequada. Ou seja, possível de ser suportada! Calligaris (1992) usa uma expressão francesa “Lê goût de l’effort” (o gosto pelo esforço/o prazer da dificuldade), que para mim expressa o equivalente do: nem tudo é gozo em seu fim, senão também, a possibilidade de querer, desejar, de se lançar naquilo que sabemos impossível, mas que jamais poderá ser satisfeito!
Por isso, seguimos na vida buscando substitutos e aprendemos a tolerar as falhas da condição humana. Portanto, quando se alcança a maturidade, é possível tolerar relações que não são plenas, contentar-se com um trabalho que alcança satisfação maior que frustração, sem, freneticamente, evitar o desconforto.
Mais contradições? Em épocas de crise, o que é recorrente numa região que insiste em se sustentar de um único produto, herança dos imigrantes alemães, o Vale do Sinos estremece a cada oscilação do dólar. O medo é reproduzido em cada instância das empresas. Instância aqui vale como sinônimo de níveis hierárquicos, bem como, instâncias psíquicas dos sujeitos que a formam. É inevitável a questão: será que tem um gozo neste risco de pôr tudo a perder ou falta uma autorização para diversificar o mercado, na produção de outros bens de consumo? É difícil reinventar um outro pau-brasil?
Penso nas relações de trabalho e no quanto, como trabalhador/empregado, muitas vezes se espera um retorno rápido, uma possibilidade de ser gratificado por algo que possa ser consumido já! Por isso, nem sempre é fácil propor uma construção coletiva no âmbito do trabalho e da tarefa que cada empresa delega aos seus, entendendo que isto tem a ver com a dupla [empresa-funcionário / quem empreende e quem funciona]. Quer dizer, não há nesta relação vítima e algoz. Há um par! Se o trabalho não possibilita uma identidade, que ele dê sustento. Sustento pleno que, se não vêm de bom grado, se busca com as armas que se tem. Há uma severidade que é mútua também: um pai inexistente ou impotente e filhos exigentes sem saber de quê.
Reconhecer o outro como autoridade é também assumir uma posição de filiado. É validar uma escolha e poder, a partir dela, diferenciar e diferenciar-se. Na lógica do estar sem assumir um lugar, acaba sendo não ser. Quer dizer, fazer uma escolha profissional e estar numa determinada empresa unicamente como oportunidade de passagem, talvez impossibilite que aprendizagens de fato sejam construídas, porque não se sai da ilusão da ponte ou na incerteza da encruzilhada. Acaba-se como um sujeito numerado, sem nome próprio. Assumir um lugar de trabalhador de uma empresa X não é se cegar aos tropeças que ela certamente dá, nem ser acrítico aos seus mal-entendidos. Senão é estar no lugar de quem é, para contribuir diferenças e melhorias possam tomar forma.
Pensar autoridade, aqui, é partir do pressuposto de que é necessário que, nas relações sociais, exista alguém que ocupe o lugar de quem limita. Nas organizações, pensamos nas tarefas e nas regras que norteiam a sustentação e a realização destas. Quanto mais madura é uma empresa, mas as regras ficam situadas no simbólico, perpassam as relações de trabalho e a satisfação pelo que foi feito. Quanto mais primitivas as empresas, mais a lei precisa vir “de cima”. O contraditório é que quando o representante da ordem é coerente, menos força ele precisa usar para que esta se mantenha estabelecida. Mas saber ser pai não é fácil, com tanta ausência… Ser funcionário não é obedecer simplesmente, senão, é encontrar coerência em si e eco desta coerência, no ambiente onde é trabalhador.
Mas, a empresa pede mais, ela quer que o trabalhador “vista a camisa” e que o sobrenome passe a ser “empresa tal”. Será que esta não passa a ser uma forma de privar o sujeito de valer-se do que ele traz, para contentar-se com o estar ali? Parece uma troca justa, se não causasse sofrimento, pela impossibilidade do proposto: nem a empresa pode assumir esta filiação, nem ao funcionário pode deixar de ser quem é.
Sobre laços simbólicos e atos reais, Calligaris diz:
“… quando os laços são simbólicos, não é necessário esperar que os atos o sejam, eles podem se contentar em ser reais, pois os laços já garantem ao sujeito o reconhecimento de sua filiação e de sua cidadania” (1992).
Aí fica claro porque algumas empresas investem tanto em premiações, concursos internos, gincanas, etc., como forma de promoção, reconhecimento e pertencimento. Se o acolhimento e a tarefa, através de seu cumprimento, não garantem reconhecimento simbólico, todos fazem força, no ato em si.
Deve ser por isso a dificuldade enfrentada, freqüentemente, pelas empresas, de garantir que as regas sejam cumpridas. Silenciosamente aparece um movimento diverso, não necessariamente oposto, senão, pretensamente disposto a criar uma nova ordem. Cabe aí a reflexão sobre a dúvida: a dificuldade não é anterior, de possibilitar que se estabeleça uma rede de conhecimento, de participação, de contratação entre todos, que faça a lei ser legitimada também pelo sentimento de pertencimento e de criação conjunta dela? Quer dizer, de garantir que as pessoas/funcionários não sejam meros cumpridores. Porque, de fato, dificilmente serão, pelo menos não sem mandar a conta depois! Inusitado é que nada isto substitui a manutenção de um lugar ocupado pelo representante da lei. A diferença está no exercício disto.
Se a empresa parte de uma lógica de exploração, a evasão da tarefa tende a significar uma tentativa de sair da sujeição, o que exatamente, é um equívoco! Tentar criar uma nova forma, de forma ilegítima, é seguir clandestino e não contribuir com aquilo que sustentou a caminhada de trabalhador e a sua formação enquanto profissional.
Explorar ou possibilitar acesso ao que já foi por um conquistado? Se alienar ou assumir uma posição de escolha? Abrir mão de um desejo impossível ou se esforçar para gratificar-se pelo possível? Buscar, através do trabalho um lugar de reconhecimento ou manter-se na queixa de descaso do outro?
“Nenhuma outra técnica para a conduta da vida, prende o indivíduo tão firmemente à realidade, quanto a ênfase concedida ao trabalho, pois este, pelo menos, fornece-lhe um lugar seguro na realidade, na comunidade humana”.
Não ter respostas a estas perguntas, mas seguir com o desejo de poder construí-las, na medida em que se trabalha a favor do respeito à subjetividade e à individualidade, talvez seja uma forma de manter “lê goût de l’effort” . Partir do pressuposto de que as soluções não existem previamente e que estejam escondidas n’algum lugar, é abrir portas para que as organizações e as pessoas que trabalham, possam desejar aquilo que lhe faça sentido, mas mantendo a consideração com o outro. Se cada um pode se reconhecer como único, obviamente poderá deparar-se com o outro como tal: um outro!
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Autora: Mariana Lucas – Psicóloga (CRP 07/12124), pós-graduanda em Psicoterapia Cognitiva Comportamental (UNISINOS), psicóloga clínica, sócia e consultora organizacional da Equilibrium – Psicologia e Consultoria de Recursos Humanos. Fone: (51) 9805-5951.
Acolhendo os portadores de sofrimento psíquico na atenção básica
Autores:- José Ribamar Fernandes Saraiva Júnior – Residente do Centro de Saúde-Escola Murialdo (CSEM)
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Karin Fiori Hagemann – Psicóloga – preceptora do Centro de Saúde-Escola Murialdo (CSEM)
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Natali Pimentel Minoia – Psicóloga – residente de saúde coletiva/atenção básica do Centro de Saúde-Escola Murialdo (CSEM)
Acolhendo os portadores de sofrimento psíquico na atenção básica
RESUMO
O acolhimento para portadores de sofrimento psíquico, na Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 do Centro de Saúde-Escola Murialdo (CSEM), surgiu a partir da discussão sobre a criação de um grupo de saúde mental. Acreditava-se que seria melhor obter a participação da comunidade, através de uma escuta ampliada, para, deste modo, saber qual a demanda dos pacientes em saúde mental e qual seria o fluxo que essa demanda necessitaria dentro da rede da atenção básica. Sendo assim, o objetivo principal deste trabalho tornou-se acolher pacientes que necessitam de apoio emocional e possibilitar, através da responsabilização compartilhada, maior resolutividade de problemas de saúde mental pela equipe local. Este trabalho tem como principais resultados a criação de um espaço na UBS para discussão e troca multiprofissional de saberes para atender a saúde mental, a maior acessibilidade dos portadores de sofrimento psíquico aos serviços de saúde, sendo, deste modo, um espaço de escuta para uma demanda reprimida e a reorganização do trabalho na UBS para atender a saúde mental. Acredita-se que, com a criação deste serviço, a UBS está funcionando como a porta de entrada para os problemas de saúde mental, na medida em que acolhe os pacientes, escutando-os e criando estratégias para atendê-los ou encaminhá-los para a rede de atenção disponível. Enfim, a equipe de saúde está trabalhando para auxiliar a população de acordo com sua demanda de atendimento, buscando maior acessibilidade e integralidade da atenção, estando sempre disponível para repensar sua atuação no âmbito da saúde coletiva.
PALAVRAS-CHAVE
Acolhimento. Atenção básica à saúde. Saúde mental. Leia o resto deste post »
A interpretação psicobiológica da clínica psicológica: Por que a psicoterapia funciona? Por que psicoterapeutas devem ter o direito de prescrever drogas psicotrópicas?
Autores:- Jesus Landeira-Fernandez - Psicólogo, mestre pelo Departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), mestre pelo Departamento de Psicologia da Universidade da California em Los Angeles (UCLA), Doutor pelo Departamento de Psicologia da Universidade da California em Los Angeles (UCLA). E-mail: landeira@psi.puc-rio.br . Fotolog: http://www.fotolog.terra.com.br/landeira
- Antônio Pedro de Mello Cruz - Psicólogo, mestre e doutor em Psicologia (USP), psicobiólogo com interesse específico na área de neurociências do comportamento. Atua em pesquisa básica, investigando a relação bidirecional entre cérebro e comportamento na modulação do medo/ansiedade e distúrbios correlacionados. Possui trabalhos desenvolvidos e em andamento sobre a utilização de modelos animais que expressam processos psicobiológicos relacionados com a etiologia e fisiopatologia dos sintomas clínicos do estresse e da ansiedade em humanos. O envolvimento de subtipos específicos de receptores de serotonina (5-HT) em alguns desses processos tem sido atualmente objeto de seus estudos. E-mail: apmcruz@unb.br
- Artigo publicado em: CADERNOS DE PSICOLOGIA. Universidade Estadual do Rio de Janeiro. 1998, número 1.
