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A Psicologia tomando a “rua” como setting: o “fazer andarilho”
Autor:
- Alex Sandro Tavares da Silva.
- O presente artigo recebeu menção honrosa pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRPRS).
- Referência completa: SILVA, Alex Sandro Tavares da. A Psicologia tomando a “rua” como setting: o “fazer andarilho”. Em: JACQUES, Wilson Cleber Antunes (et al.). Histórias e Memórias de Psicologia: Trabalhos premiados no concurso comemorativo dos 40 anos de regulamentação da profissão de Psicólogo no Brasil. Porto Alegre, RS: CRP – 7º Região, 2003. pp. 73-86.
“O novo psicólogo, acabando com a superstição que até agora proliferava em torno da noção de alma com uma exuberância quase tropical, como que se desterrou a si próprio, para um novo deserto e uma nova desconfiança – pode ser que os velhos psicólogos vivessem de modo mais cômodo e divertido: – mas, ao fim e ao cabo, o novo psicólogo vê-se também condenado a inventar – e, quem sabe, talvez mesmo a descobrir.” (Nietzsche, 1987, p. 27)
Venho intervindo-pensando-lendo-escrevendo sobre o Acompanhamento Terapêutico (AT)3 desde 1999. Fiquei sabendo desse recurso terapêutico no decorrer da minha graduação em Psicologia. Logo que escutei algo sobre AT surgiu uma vontade de saber mais; achei interessante um fazer que tomasse os locais fora do consultório (do tradicional setting terapêutico) também como possíveis espaços de intervenção. Por tudo isso resolvi escrever sobre o referido tema no meu trabalho de conclusão de curso em Psicologia. Agora o resgato para falar mais dessa prática em Psicologia, para além do consultório.
Levando em conta minhas leituras4, produções5 e vivências nessa atividade arrisco dizer que Acompanhamento Terapêutico pode ser pensado como uma atividade realizada em espaço não restrito ao consultório (tradicional setting psicoterapêutico), que aqui passarei a denominar genéricamente por “rua”6, por sujeitos (geralmente graduados ou graduandos na área da saúde) que têm como objetivo fazer com que a pessoa que está de alguma maneira enclausurada em um território (ou poucos territórios que dificultam o exercício perante as forças do cotidiano), aumente sua participação na tomada de atitude perante a vida. Por isso, este tipo de trabalho além de usar o nome Acompanhamento Terapêutico pode ser nomeado por vários outros sinônimos, tais como: “fazer andarilho”, “clínica na rua”, “clínica ampliada”, “clínica do espaço”, “clínica itinerante”, etc.
Enfim, o AT mostra-se como uma forma de dar contingência às manifestações da pessoa (em muitos casos também da família e/ou outros grupos) que de alguma forma se encontra em dificuldade para agir frente aos acontecimentos da vida, na “rua”.
Assim entendido, o “fazer andarilho” vem sendo utilizado como intervenção terapêutica tanto para pessoas com funcionamento neurótico quanto para psicótico. Grande parte dos pedidos de intervenções ainda são dirigidas a pacientes em crise psicótica, mas também ocorrem atividades clínicas do AT com: deficientes mentais, deficientes físicos, dependentes químicos, idosos, acidentados, etc.
E mais, penso que o “fazer andarilho” também produz algo para além da dupla acompanhante-acompanhado que transitam pela “rua”; acredito que promove algo de dimensões políticas, onde o olhar despromotor de valor ao ser humano pode ser minado-relativizado. Ou seja, esse “fazer andarilho” pode provocar processos onde as verdades proclamadas (inclusive as que desqualificam completamente o portador de sofrimento psicológico) podem ser, pelo menos, questionadas na vida cotidiana.
Creio que é importante mencionar que como formando em Psicologia e acompanhante terapêutico penso ser igualmente um “singularizador-criador”. “Singularizador” na medida de me permitir capturar-transformar o fazer das teorias-práticas (artístico-científicas-filosóficas) sejam quais forem, os dispositivos7 que podem produzir mais vida nos processos onde a “clínica na rua” participa. Criador por estar disposto a desenvolver dispositivos e aproveitar os elementos que se fazem presente no cotidiano da “clínica itinerante” compondo processos de produção de mais vida, não só para o paciente. Com isso, deixo claro que como at não circulo apenas na “rua” mas também nas teorias-práticas, pelo menos naquelas onde creio que possa ocorrer vitalizações no processo de clinicar desse “fazer andarilho”. Tendo esse processo de criação em mente penso que seria interessantes colocar à disposição do leitor a tríade que venho utilizando hoje para operar nessa prática para além do consultório: “acompanhar-esperar-questionar”.
Ao meu ver o AT também pode se viabilizar através desse “conceito-ferramenta” (“acompanhar-esperar-questionar”); acredito que ele pode dar suporte para estratégias de ação do at e não para um programa do acompanhante terapêutico.
“É necessário estabelecer a diferença entre programa e estratégia; penso que ali está a diferença entre pensamento simplificante e pensamento complexo. Um programa é uma seqüência de atos decididos a priori e que devem começar e funcionar um após o outro, sem variar. Certamente, um programa funciona muito bem quando as condições circundantes não se modificam e, sobretudo, quando não são perturbadas. A estratégia é um cenário de ação que se pode modificar em função das informações, dos acontecimentos, dos imprevistos que sobrevenham no curso da ação. Dito de outro modo: a estratégia é a arte de trabalhar com a incerteza. A estratégia de pensamento é a arte de pensar com a incerteza. A estratégia de ação é a arte de atuar na incerteza”. (Morin, 1996, p. 284)
Levando em consideração que o fazer psicológico no Acompanhamento Terapêutico tem como base a crença de atuar com as incertezas produzidas na “rua” tento pensar a estratégia do “acompanhar-esperar-questionar” na “clínica na rua”. Importante destacar, mesmo que pareça óbvio para alguns, que não é à toa que as palavras da tríade estão hifenizadas (“acompanhar-esperar-questionar”). Elas trocam de posição de acordo com a dinâmica vivenciada no “fazer andarilho”. Ou seja, a tríade não é programa executável com início no acompanhar, meio no esperar e fim no questionar. Dito isso vamos trilhar essa tríade…
Com a idéia de acompanhar (sempre usando as escutas da “vida trágica”: com esse conceito divulgo minha crença de que mesmo nos momentos rotulados de doloridos, e justamente por eles existirem, podemos exercitar a nossa força de viver com a vida como ela se apresenta) vem a tona a dimensão da disponibilidade por parte do at de se fazer cúmplice do processo que vai sendo vivido pelas pessoas envolvidas na dinâmica da/na “rua”, mantendo espaços de acolhimento aos medos-desejos do acompanhado. Como exemplo lembro de acompanhar as errâncias pelo bairro de um jovem adolescente que tinha pavor de cachorros (independente do tamanho dos mesmos); no decorrer das andanças nos deparamos com um cachorro pastor alemão solto pela vizinhança, de imediato o jovem se colocou atrás de mim, demonstrando estar apavorado. Confesso que naquele momento além de acompanhar o paciente com seus medos-desejos, tive de lidar com os meus pensamentos-sentimentos frente ao possível ataque do cão. De imediato lembrei da fala de alguns veterinários que diziam que os cães tomam conta do território, na ausência de alguém que o faça; por isso tentei assumir essa posição, antes dele. Fiquei parado olhando para o cão (tentando sustentar um olhar de autoridade), o cachorro ficou parado latindo muito para nós até que a sua dona percebeu que não era uma boa idéia deixar aquele cachorro solto, pelo menos não naquele momento.
Com o esperar vem a idéia de manter um espaço onde o tempo singular do acompanhado lidar com as forças da vida (e seus infinitos dispositivos que vão modulando o seu viver) seja preservado. Então esperar é respeitar o tempo do acompanhado se experimentar com os dispositivos da/na vida. Como exemplo recordo os meses de espera até que a criança que acompanhava pudesse lançar mão do recurso de tomar a rua como setting. Essa criança, por iniciativa dela mesma, foi exercitando a sua circulação: primeiro ia da cozinha para sala, depois a errância mudou da cozinha para o pátio, do pátio para a frente da casa, da frente da casa para a praça da esquina, da praça da esquina para o bairro, do bairro para a cidade… Então com o esperar pude acompanhar o criar de um espaço gradual de experimentação frente aos territórios-dispositivos que o paciente ia se apropriando. Nesse movimento de vai-e-vem a criança ia utilizando os territórios-dispositivos conhecidos como recurso para novas criações, novas brincadeiras, novos territórios-dispositivos.
O questionar traz o fazer questão para as “duras verdades” que estão segurando o acompanhado em territórios enclausurantes que já não produzem vontade de serem ultrapassados. Com essa idéia de “questionar” tento deixar claro que o at pode, pelo menos ao meu ver, ter um atitude ativa no processo terapêutico, ativa no sentido de manter um olhar crítico em busca de dispositivos8 com a pretensão de minar as “duras verdades” que prendem o acompanhado num processo despotencializador da vida. Com “duras verdades” gostaria de divulgar que um “questionar” (dispositivo) pode romper com as idéias, crenças, imperativos categóricos que não estão permitindo, que uma determinada pessoa consiga brincar com as tragédias da sua vida. Ou seja, essas “duras verdades” não são duras porque são trágicas, elas são “duras” por não permitirem um espaço de trânsito das “verdades”. Para não me prolongar muito nesse conceito diria que as “duras verdades”, quando não questionadas, podem interromper o processo criativo do ser humano; barrar o brincar com a vida. Como exemplo trago a vinheta clínica do paciente que tinha a crença: “se algum homem me olhar na rua isso quer dizer que ele quer me atacar, brigar comigo”. A não circulação dessa idéia estava fazendo com que este homem diminuísse cada vez mais as suas circulações pelo seu bairro. Muitas vezes ele passava dias dentro de casa, principalmente dentro do seu quarto. Para minar essa “dura verdade” poderiam ser criados vários tipos de questionar (dispositivo filme, pergunta, brincadeira, leitura, etc.), optei pelo questionar em forma direta de pergunta. Disse: “então, por eu estar te olhando, isso quer dizer que estou querendo brigar contigo agora?”. Esse fazer questão provocou um estranhamento no paciente, a partir desse estranhamento começamos a pensar sobre os olhares e seus vários significados-sentimentos.
Penso que o “fazer andarilho” pode se viabilizar através dessa estratégica tríade: “acompanhar-esperar-questionar”. Digo mais, nessa idéia de “acompanhar-esperar-questionar” está implícito que o acompanhante terapêutico possa ser continente. Este ser continente não diz respeito ao conter das produções desejantes do paciente, mas sim receber o que está sendo jogado, muitas vezes literalmente jogado (objetos, cuspidas, agressões físicas, medos, desejos…). Nesse jorrar o “clínico na rua” vai tentar lidar com as manifestações de uma maneira sempre nova e singular, por isso estratégica. Essa fala sobre a “clínica na rua” poderia soar vaidosa divulgando um modo terapêutico artista, mas penso que não. O fazer no AT é sempre novo. A repetição pode ser clamada por alguns acompanhantes, mas na prática o que se encontra são manifestações inéditas dos acompanhados (para quem tem “olhos” para ver o novo). Manifestações modulantes-moduladas por infinitos fatores (desejos, relações, medos, dúvidas…). Em suma, há um universo com o qual o acompanhante terapêutico não teve contato e que agora se faz presente. O acompanhante se vê (com o seu processo) pisando no “mesmo chão” (com seus infinitos dispositivos) do paciente (com as suas características)… o novo é, necessariamente, rotineiro na “clínica na rua”… o que se faz com esse novo (ética do at) apresenta-se de fundamental importância.
No “fazer andarilho” existe a crença de que é no encontro de diferenças, que também acontece na “rua”, que se poderá colocar em movimento processos psicoterapêuticos. Ou seja, nesse movimento potente de produções de vida na “rua” poderão ser criados infinitos dispositivos, também clínicos, que possam ir abrindo novas rotas de errância, novas circulações não só do acompanhado, mas com efeito das “duras verdades”, inclusive as “duras verdades” sobre o portador de sofrimento psicológico que habitam o imaginário social.
Tendo em vista essas reflexões, proponho que o Acompanhamento Terapêutico que usa a estratégia do “acompanhar-esperar-questionar”, e que, além disso, usa o desejo do paciente como “bússola” nas errâncias pela “rua” seja chamado de “fazer andarilho”. O “fazer andarilho” é um tipo de AT que não se resume a processos exclusivamente pedagógicos e que, igualmente, opera clinicamente através do “acompanhar-esperar-questionar” a partir da escuta da “vida trágica” dos desejos-medos do acompanhado com o objetivo de exercitar a vontade de poder9.
Vontade de poder é um conceito criado por Friedrich Nietzsche para falar das forças que movimentam a vida. Com esse conceito ele fala da vontade de superação. Não se trata de pensar “apenas” uma superação dos outros que estão a sua volta, duma lógica dual. Com vontade de poder Nietzsche está querendo falar da eterna superação de si mesmo. Não existe descanso nessa idéia do filósofo alemão, que se dizia o primeiro psicólogo. Com vontade de poder ele deixa claro que o ser humano se faz num caminhar sem fim (na finitude da existência do ser) da superação de si mesmo. Então vontade de poder é a energia que movimenta os terrestres a lutar-dançar com a vida. É a dinâmica de forças que não pára de pulsar, impulsionar. Vontade de poder diz respeito às relações de forças a qual todos estamos ligados. Ou seja, ela só pode ser entendida na relação dos envolvidos, no entre. Resumidamente arrisco dizer que: Vontade de poder é vida, em busca de mais vida.
Desenvolvo um articulação entre vontade de poder e Acompanhamento Terapêutico porque esse conceito possibilita um aproveitamento do inusitado da/na “rua”. Ou seja, vontade de poder abre o “ângulo de visão” do acompanhante terapêutico; com ele exercitamos o nosso olhar para além de uma interpretação moralizante das manifestações encontradas na “rua”. Vamos além duma leitura moral, pois a vontade de poder é vida em exercício, mesmo na dor.
“Onde encontrei vida, ali encontrei vontade de potência; e até mesmo na vontade daquele que serve encontrei vontade de ser senhor. (…) Somente, onde há vida, há também vontade: mas não vontade de vida, e sim – assim vos ensino – vontade de potência!” (Nietzsche, 1974, p. 246)
Vontade de poder é um querer poder sem fim. Vontade de poder é vida. Vida em constante exercício de querer mais vida. A vontade de poder são processos “eternos” de superação de si mesmo. Ou seja, justamente por esse movimento ser de superação de si mesmo, que esse processo de querer não tem fim (na finitude da existência do humano).
Para aprofundar a articulação entre o “fazer andarilho” e o conceito de vontade de poder divulgo no próximo tópico uma experiência clínica com o uso desses recursos. Leia o resto deste post »
Autismo: manifestações e tratamentos

Autor: Alex Sandro Tavares da Silva
O autismo, também chamado de “Transtorno Autista”, é caracterizado pela presença de baixo desenvolvimento na “interação social” e na comunicação (ex.: pouco contato visual, baixa expressão facial, postural e gestos corporais aparentemente sem função social). Além disso, o sujeito apresenta poucas atividades e interesses.
De modo geral, a dificuldade na interação social vai conduzindo à um progressivo e crônico afastamento das pessoas da sua idade.
Há autistas que apresentam algum nível de interesse social, mas têm dificuldade em seguir as “convenções” dos relacionamentos (ex.: falar olhando nos olhos, prestar atenção no que é falado, responder perguntas diretamente, manifestar empatia, etc.).
Os autistas podem “ignorar” outras pessoas, tendo dificuldade para reconhecer as necessidades dos mesmos (ex.: não identificar o sofrimento de um irmão).
O prejuízo na comunicação social não se deve a surdez, mudez ou dano neuropsicológico (ex.: AVC).
Geralmente são encontrados casos de atraso ou “falta total” da linguagem falada, um prejuízo na capacidade de iniciar ou manter uma conversa e uso “estereotipado” (e repetitivo) da linguagem.
As brincadeiras, com uso de imagens, podem estar ausentes ou reduzidas (ex.: não participar de jogos de imitação).
É grande a presença de “movimentos corporais estereotipados” com as mãos (ex.: bater palmas) ou com o corpo (ex.: balançar). Há casos de “anormalidades posturais” (ex.: caminhar na ponta dos pés).
O sujeito, para receber o diagnóstico de autismo, deve manifestar as alterações apontada aqui antes dos seus 3 anos de idade. Ou seja, o autismo é um transtorno que começa prematuramente.
Outros sintomas que podem estar presentes são: “retardo mental” moderado (75% dos casos), hiperatividade, desatenção, impulsividade, comportamentos auto-agressivos, acessos de raiva, hipersensibilidade aos sons e ao toque, despertares com balanço do corpo, etc.
Tipos de intervenção: educação especial, psicoterapia, remédios, ludoterapia, musicoterapia, estimulação tátil, fisioterapia, fonoaudiologia, natação, contato com animais (equoterapia), terapia ocupacional, educação física, acupuntura, etc.
Por fim, é importante deixar claro que as pesquisa científicas indicam que quanto mais cedo começarem os tratamentos melhores serão os resultados, a evolução positiva do paciente autista.
“Cuidados paliativos”: Quando a cura não existe.
Autor: Alex Sandro Tavares da Silva
Um dos comentados “paradoxos” do momento aponta que o aparecimento de casos de câncer, das doenças crônicas e das patologias degenerativas vem crescendo juntamente com o aumento da expectativa de vida; se no início do século XX, em média, vivíamos 34 anos, hoje passamos dos 80 anos de idade, e isso, para alguns, causará grandes desconfortos pelo aparecimento de patologias incuráveis.
Apesar da grande quantidade de pesquisas na área da saúde, da invenção de novos tratamentos e da criação de “máquinas fantásticas” que auxiliam no diagnóstico… ainda há muitas doenças que não têm cura… e os pacientes passam a ter que utilizar terapêuticas que diminuam o seu nível de desconforto, na tentativa de aumentar, pelo menos, a sua qualidade de vida.
A “Organização Mundial de Saúde” (OMS) aponta que 50% dos futuros pacientes com câncer não serão curados. E mais, 80% dos portadores de câncer terão (na fase terminal da patologia) dores intensas e insuportáveis, além de ulcerações tumorais, vômitos, infecções, etc.
Foi a partir desses dados que muitos profissionais da saúde passaram a atuar com a chamada prática dos “Cuidados Paliativos”.
Para a OMS, “Cuidados Paliativos” é a assistência ativa e integral ao sujeito que possui uma patologia que não responde a “intervenção curativa”; nesse momento o objetivo do terapeuta passa a ser a busca da qualidade de vida do paciente e dos seus entes queridos (cônjuges, familiares, amigos, etc.).
Na abordagem dos “Cuidados Paliativos” há uma busca constante da promoção do conforto através da diminuição da dor, do controle de sintomas, do suporte psicológico e emocional, apoio espiritual, social.
O objetivo principal do “Cuidado Paliativo” não é aumentar o tempo, mas sim a qualidade de vida, buscando dar maior tranqüilidade nessa difícil fase.
Há várias frentes de ação que atuam no viés dos “Cuidados Paliativos”, como, por exemplo, a Psicoterapia, a Farmacologia, a Acupuntura, a Assistência Social, a Filosofia, as religiões, etc.
O importante é que o paciente e seus entes queridos saibam que a vida pode ser digna, mesmo no seu “crucial momento final”… ou, quem sabe, na sua “fase de transição”.
